Pesquisadores da UFPB criam barra alimentícia mais barata e com mais proteína que as industrializadas
Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram uma barra alimentícia com três vezes mais proteína que a média das barras industrializadas e que custa em torno de um quarto do preço delas.
E tudo através de um processo de produção simples, barato e reproduzível em pequena e larga escala, no qual o resultado final é um alimento que não se enquadra na categoria de ultraprocessados.
Os ingredientes que compõem o alimento são quatro: melado de cana, aveia integral em flocos, amendoim torrado sem sal e leite integral em pó.
O produto foi desenvolvido a partir de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no curso de Engenharia de Alimentos e teve início a partir de uma ideia do professor Ian Carneiro, que vinha desde 2021 pensando em desenvolver um alimento compacto com alta densidade energética/nutricional e que pudesse ser distribuído para pessoas em situação de vulnerabilidade social sem riscos de deterioração, já que barras alimentícias tem boa durabilidade e não estragam com facilidade.
Segundo Ian Carneiro, a barra alimentícia passou por alguns testes de degustação, tendo tido boa aceitação em relação ao sabor.
A invenção rendeu um pedido de patente da UFPB junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), através da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (INOVA).
Além de Carneiro, que liderou o processo, e da autora do TCC, Priscila Guilhen, integram também o pedido de patente a professora Solange Sousa, do Departamento de Gestão e Tecnologia Agroindustrial, no campus III da UFPB, coorientadora do TCC, e o professor Gilsandro Costa, colega de Ian Carneiro no Departamento de Engenharia dos Alimentos.
Texto: Hugo Bispo / ASCOM UFPB
